Quem somosA produtora
Cultura, cinema e território a partir de Florianópolis
A Pátria Grande Produções é uma produtora cultural sediada em Florianópolis que realiza festivais, cineclubes, mostras, oficinas e projetos audiovisuais em diferentes regiões do Brasil, com um horizonte latino-americano.
A Pátria Grande Produções é uma produtora cultural sediada em Florianópolis. Atuamos em diferentes regiões do Brasil, promovendo encontros, experiências e projetos que fortalecem a cultura, a arte e o pensamento crítico.
Nosso nome é inspirado no ideal latino-americano de Pátria Grande: uma visão de integração entre os povos, as culturas e os territórios da América Latina, baseada na diversidade, na cooperação e na valorização das identidades que nos conectam. É essa inspiração que orienta nosso trabalho e nossa forma de ocupar os espaços culturais.
Acreditamos que a cultura é uma ferramenta de transformação social, capaz de aproximar pessoas, estimular reflexões e construir novos olhares sobre o mundo. Por isso desenvolvemos projetos que promovem o acesso à arte, à educação e à produção cultural em suas múltiplas linguagens.
Nossa atuação abrange a criação, a produção e a gestão de festivais de cinema — com destaque para iniciativas voltadas às questões ambientais e socioambientais —, a realização de cineclubes e mostras audiovisuais, eventos de artes visuais, ações formativas, oficinas e cursos em diferentes áreas, além da prestação de serviços técnicos e culturais, como produção executiva, tradução e legendagem, locação de equipamentos de projeção e suporte para eventos.
Mais do que realizar eventos, buscamos criar pontes entre territórios, artistas, comunidades e públicos diversos. Cada projeto é pensado como uma oportunidade de fortalecer redes culturais, ampliar o acesso à produção artística e valorizar as narrativas que emergem da América Latina e de seus diferentes contextos.
Isso tem endereço. O FICA, festival de cinema ambiental de Garopaba, chegou à quarta edição realizada. O FLACA teve sua primeira edição em Florianópolis, circulando entre uma sala pública, uma escola da rede municipal e espaços de circuito independente. Os cineclubes montaram tela no Rio Vermelho, nos Ingleses e dentro de uma ocupação urbana em Palhoça. A oficina de pandorga e o curso de fotografia levaram a formação para fora do cinema. Os festivais, os cineclubes e o curso foram realizados com programação gratuita, viabilizados por políticas públicas de cultura.
A Pátria Grande Produções acredita em uma cultura viva, democrática e acessível. Trabalhamos para que o cinema, as artes visuais, a formação cultural e a circulação de conhecimento cheguem a diferentes lugares, conectando pessoas por meio da criatividade, da memória e da imaginação coletiva.
Porque construir uma Pátria Grande é também ampliar os espaços de encontro entre culturas, ideias e sonhos.
01O conceito
O que quer dizer Pátria Grande
Pátria Grande é o nome de uma ideia antiga na América Latina: a de que o continente se entende melhor junto do que dividido em fronteiras. Línguas vizinhas. Histórias que se repetem com outros nomes. Músicas e filmes que atravessam países sem pedir licença. Questões — clima, terra, cidade, desigualdade — que nenhum país resolve sozinho.
No nosso caso, isso não é palavra de ordem nem programa fechado. É um horizonte de trabalho, e ele aparece em decisões concretas: quais filmes entram na programação, quem é convidado para o debate, o que precisa ser traduzido para que uma obra circule, quais narrativas do continente chegam a um público que ainda não teve a chance de vê-las.
A América Latina, aqui, é assunto contemporâneo, não recorte geográfico de programação. Interessa menos o mapa e mais o que está sendo filmado, discutido e disputado agora — no litoral, nas periferias, nas escolas, nos territórios que raramente aparecem na tela grande.
E integração, para uma produtora cultural, começa perto. Antes de conectar países, é preciso conectar um bairro ao centro da própria cidade, uma escola a um festival, uma ocupação urbana a um filme que ela nunca teve como assistir. Esse é o tamanho prático de uma Pátria Grande.
02A marca
Um mapa com o sul para cima
O logotipo da Pátria Grande é um mapa da América Latina de cabeça para baixo. Não é brincadeira gráfica. O norte no topo é uma convenção cartográfica, não um fato do mundo — e virar o mapa muda quem está no centro da imagem. O extremo sul do continente passa a ocupar o alto do desenho, a América Central e o Caribe se desdobram para o lado, e a linha do Equador, grafada em espanhol, atravessa a base da composição. Quem olha precisa reconhecer o continente de novo, dessa vez a partir dele mesmo.
Em volta do mapa há um pequeno vocabulário desenhado à mão: o sol de um lado, a lua do outro, no mesmo céu; aves; uma linha de horizonte que corta a composição inteira; uma cidade recortada sobre essa linha; água em ondas e um peixe. Reunidos, esses elementos dizem uma coisa só — o território que nos interessa tem cidade e tem natureza, tem dia e tem noite, e não cabe na oposição entre as duas coisas. É a mesma leitura que orienta a programação dos projetos.
No site, essa lógica volta em escala menor. A silhueta do mapa aparece como abertura, textura e máscara de imagem, sem virar carimbo em toda tela. O sol, a onda, a ave e a linha do horizonte servem de divisor entre seções. A tipografia pesada e geométrica do logotipo, de cartaz, define o tom dos títulos, e o amarelo sobre o vermelho faz o resto.

03Origem
De onde vem
A Pátria Grande Produções foi constituída em Florianópolis em 2024. A experiência que ela reúne é mais antiga. O FICA — Festival Internacional de Cinema Ambiental de Garopaba nasceu em 2022, dois anos antes de a empresa existir, e suas duas primeiras edições foram realizadas por profissionais que depois formaram o núcleo da Pátria Grande.
Em 2024, ano da formalização, foram executados quatro cineclubes contemplados pelo Prêmio Catarinense de Cinema — Cineclube Pátria Grande, Educa Ambiental, Marighella e Vozes Veladas — e aconteceu a terceira edição do FICA. Em 2025 vieram a quarta edição do FICA, a primeira edição do FLACA em Florianópolis, o Cine Retrata, a Oficina de Pandorga — Arte para Voar e o Curso Básico de Fotografia Digital #Abrindoacaixapreta.
A diferença entre a história das pessoas e a história da empresa importa, e o site a mantém projeto a projeto. Ela vale também para o presente: o FICA e o FLACA têm edições realizadas e, agora, novas edições em produção. Uma coisa é o que já aconteceu, que está no portfólio com o que pôde ser documentado. Outra é o que está sendo feito, que aparece como em andamento e não empresta números das edições anteriores.
- 2022
Antes da empresa
A primeira edição do FICA acontece em Garopaba e a primeira edição do Calango, no Distrito Federal. Os dois festivais são realizados por profissionais que depois passariam a compor o núcleo da Pátria Grande. A empresa ainda não existe.
- 2023
O festival ganha estrutura
A 2ª edição do FICA amplia a operação, com Giulia Giacomolli na produção executiva. No mesmo período começam a se formar as ações cineclubistas que depois integrariam o portfólio da produtora.
- 2024
Formalização e linha cineclubista
A Pátria Grande Produções é constituída em Florianópolis. No mesmo ano são executados quatro cineclubes — Pátria Grande, Educa Ambiental, Marighella e Vozes Veladas — contemplados pelo Prêmio Catarinense de Cinema, e acontece a 3ª edição do FICA.
- 2025
O portfólio se amplia
A 4ª edição do FICA, a 1ª edição do FLACA em Florianópolis, o Cine Retrata, a continuidade dos cineclubes por política pública estadual, a Oficina de Pandorga — Arte para Voar e o Curso Básico de Fotografia Digital #Abrindoacaixapreta.
04Linhas de atuação
Seis linhas de atuação
- 01
Cinema e audiovisual
Criamos, programamos e realizamos festivais, cineclubes e mostras — do FICA Garopaba, que existe desde 2022 e soma quatro edições realizadas, ao FLACA, cuja primeira edição aconteceu em Florianópolis em 2025. Curadoria, exibição, mediação e debate fazem parte do mesmo trabalho: a sessão não termina quando o filme acaba.
- 02
Formação
Oficinas, cursos, mediação e atividades com escolas. O Curso Básico de Fotografia Digital #Abrindoacaixapreta reuniu vinte vagas gratuitas, cinco aulas teóricas, duas saídas de campo e duas exposições de conclusão; a Oficina de Pandorga — Arte para Voar levou a formação para fora da tela. Formar público é parte do projeto, não uma ação paralela.
- 03
Artes visuais
Fotografia autoral e documental, exposições e documentação dos próprios projetos. O curso de fotografia da produtora não terminou em sala de aula: terminou em duas exposições públicas. E as imagens que registram as sessões são feitas pela própria equipe — o arquivo fotográfico é parte do trabalho, não sobra dele.
- 04
Produção cultural
Concepção, planejamento, produção executiva, articulação institucional e execução, incluindo projetos financiados por políticas públicas de cultura, com a documentação e a prestação de contas que isso exige. É a estrutura que sustenta os festivais e cineclubes da casa — e é o que a produtora coloca à disposição de outros projetos.
- 05
Território e socioambiental
Cinema ambiental, educação ambiental e descentralização. O Cineclube Educa Ambiental levou filmes e debate ao Rio Vermelho, em vez de concentrar a discussão ambiental no centro da cidade; o Cineclube Marighella armou tela dentro da Ocupação Urbana Carlos Marighella, em Palhoça. O endereço não é detalhe de produção: é parte da proposta.
- 06
América Latina
Programação, circulação, tradução e intercâmbio. O Cineclube Pátria Grande trata a América Latina como assunto contemporâneo, e não como recorte geográfico; o FLACA reúne produção audiovisual do continente e debate socioambiental na mesma grade. A tradução e a legendagem existem para que os filmes atravessem a fronteira linguística sem perder o que os torna particulares.