Origem. O FLACA surge do encontro de dois eixos já presentes no trabalho do núcleo que formou a Pátria Grande: o cinema ambiental, construído ao longo de anos de festivais e cineclubes em Santa Catarina, e a produção e o pensamento latino-americanos. Não é um festival de temática ambiental que ocasionalmente exibe filmes do continente; é uma programação ambiental montada a partir da produção audiovisual latino-americana.
Proposta. Ampliar a circulação de filmes da América Latina — ficção, documentário e animação — e criar espaços públicos de reflexão sobre crise climática, territórios, desigualdades socioambientais, povos e comunidades, conflitos ambientais, modos de vida, cultura e memória, alternativas e resistências. O cinema ambiental aparece aqui em sentido amplo: não apenas cinema "sobre natureza", mas audiovisual capaz de discutir formas de viver, ocupar e transformar os territórios.
Metodologia. Exibição, mediação e debate formam uma unidade. A programação se distribui por espaços de naturezas distintas na mesma cidade — equipamento cultural público, escola da rede municipal e circuitos culturais independentes — e cada sessão é seguida de conversa, roda ou atividade formativa. Toda a programação da primeira edição foi gratuita.
Público. A edição de 2025 alcançou dois públicos que raramente se encontram na mesma programação: estudantes, na sessão realizada em escola da rede municipal, e o público adulto que frequenta a sala pública e os circuitos culturais independentes da cidade. É essa combinação, e não um número de espectadores, que define o desenho de público do festival.
- Sessões de cinema gratuitas com filmes latino-americanos
- Debates após as exibições
- Rodas de conversa
- Oficinas
- Atividades de formação
- Sessão em escola da rede municipal de Florianópolis
- Programação em circuitos culturais independentes da cidade