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FLACA — Festival Latino-Americano de Cinema Ambiental
A 1ª edição levou cinema ambiental latino-americano a uma sala pública, uma escola municipal e circuitos independentes de Florianópolis, de graça.
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A 1ª edição levou cinema ambiental latino-americano a uma sala pública, uma escola municipal e circuitos independentes de Florianópolis, de graça.
01O projeto
O FLACA — Festival Latino-Americano de Cinema Ambiental é um festival gratuito dedicado ao audiovisual da América Latina e à discussão pública sobre crise climática, territórios e desigualdades socioambientais. Ele nasce da convergência entre dois eixos que atravessam toda a trajetória da Pátria Grande: o cinema ambiental e a produção e o pensamento latino-americanos.
A primeira edição foi realizada em Florianópolis entre o fim de outubro e o início de novembro de 2025, com programação gratuita distribuída por espaços diferentes da cidade — um equipamento cultural público, uma escola da rede municipal e circuitos culturais independentes. Registros da equipe indicam cerca de dez sessões e aproximadamente dez produções exibidas, acompanhadas de debates, oficinas, rodas de conversa e atividades de formação.
Circular entre sala institucional, escola e espaço independente não é detalhe logístico: é a forma como o festival entende exibição. As sessões são montadas para terminar em conversa, e o filme funciona como ponto de partida de um debate sobre modos de viver, ocupar e transformar territórios — não como ilustração de um tema ambiental.
A edição de 2025 foi viabilizada pelo Edital nº 044.000/SMLCP/2024 (PNAB / Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes / Prefeitura Municipal de Florianópolis), no qual o projeto foi classificado em primeiro lugar. O festival mantém perfil próprio no Instagram, @flacafestival.
AgoraEdição em andamento
Edição em andamento
O FLACA prepara uma nova edição, e ela aprofunda o que a primeira montou: cinema latino-americano — ficção, documentário e animação — em torno de crise climática, territórios e desigualdades socioambientais, sempre de graça. A proposta aprovada prevê sessões noturnas com debate e um seminário na Sala de Cinema Gilberto Gerlach, no Centro Integrado de Cultura, oficinas formativas no Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina, sessões para estudantes da rede pública com prioridade para territórios periféricos, sessões no IFSC Câmpus Palhoça Bilíngue — primeira unidade da Rede Federal voltada à educação bilíngue Libras–Português — além de exposições fotográficas e uma mostra online gratuita.
O projeto foi aprovado na Lei Rouanet com o título III Festival Latino-Americano de Cinema Ambiental — FLACA (PRONAC 262096), no Artigo 18, e está autorizado a captar recursos desde abril de 2026. O número do título registrado não é a contagem da produtora: pela única edição realizada, em 2025, esta é a segunda. Nada disso é resultado: as metas de público, de sessões e de filmes inscritas no projeto são previsão e não somam ao que o festival já realizou. A 1ª edição, de 2025, está na página do festival.
02Conceito
Origem. O FLACA surge do encontro de dois eixos já presentes no trabalho do núcleo que formou a Pátria Grande: o cinema ambiental, construído ao longo de anos de festivais e cineclubes em Santa Catarina, e a produção e o pensamento latino-americanos. Não é um festival de temática ambiental que ocasionalmente exibe filmes do continente; é uma programação ambiental montada a partir da produção audiovisual latino-americana.
Proposta. Ampliar a circulação de filmes da América Latina — ficção, documentário e animação — e criar espaços públicos de reflexão sobre crise climática, territórios, desigualdades socioambientais, povos e comunidades, conflitos ambientais, modos de vida, cultura e memória, alternativas e resistências. O cinema ambiental aparece aqui em sentido amplo: não apenas cinema "sobre natureza", mas audiovisual capaz de discutir formas de viver, ocupar e transformar os territórios.
Metodologia. Exibição, mediação e debate formam uma unidade. A programação se distribui por espaços de naturezas distintas na mesma cidade — equipamento cultural público, escola da rede municipal e circuitos culturais independentes — e cada sessão é seguida de conversa, roda ou atividade formativa. Toda a programação da primeira edição foi gratuita.
Público. A edição de 2025 alcançou dois públicos que raramente se encontram na mesma programação: estudantes, na sessão realizada em escola da rede municipal, e o público adulto que frequenta a sala pública e os circuitos culturais independentes da cidade. É essa combinação, e não um número de espectadores, que define o desenho de público do festival.
03Execução
Primeira edição do FLACA, realizada em Florianópolis entre o fim de outubro e o início de novembro de 2025, com programação inteiramente gratuita. Registros da equipe indicam cerca de dez sessões e aproximadamente dez produções exibidas, com debates, oficinas, rodas de conversa e atividades de formação. Entre os espaços utilizados estiveram o Bugio Centro, o Centro Integrado de Cultura (CIC), a Escola Municipal Antônio Paschoal Apóstolo e a Cervejaria Skullashu. A edição foi realizada com recursos do Edital nº 044.000/SMLCP/2024 (PNAB / Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes / Prefeitura Municipal de Florianópolis), em que o projeto ficou em primeiro lugar. Direção geral de Flávio Veloso e produção executiva de Giulia Giacomolli, também proponente.
RegistroNúmeros com fonte
04Território
O FLACA acontece em Florianópolis e usa a cidade inteira como argumento. A primeira edição combinou, na mesma programação, um equipamento cultural público de referência estadual — o Centro Integrado de Cultura (CIC) —, uma escola da rede municipal — a Escola Municipal Antônio Paschoal Apóstolo — e espaços de circuito independente, como o Bugio Centro e a Cervejaria Skullashu.
Essa combinação é o traço mais reconhecível do festival e dialoga diretamente com a identidade territorial da Pátria Grande: o mesmo filme pode ser visto por uma turma de estudantes numa manhã de escola e por um público adulto numa sessão noturna seguida de debate. O deslocamento entre esses espaços é o que permite ao festival alcançar quem não frequenta circuitos audiovisuais formais, sem abandonar a sala pública.
A apresentação institucional do festival descreve ainda, como parte de sua trajetória já existente, sessões de cinema no bairro Rio Vermelho para adultos e crianças, e uma sessão escolar para cerca de 600 crianças em tela de 16 m² — sem especificar a qual edição cada ação pertence.
GaleriaRegistros do projeto







05Ficha técnica
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